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Revista Nova Escola
agosto 2nd, 2009 by admin
Quando vocês pretendem colocar o projeto em prática? Como funcionará? Será uma biblioteca comunitária ou distribuição de livros? Me conte um pouco mais sobre a aplicação do projeto.
Abraços,
Marina Simeoni Atendimento ao Leitor +55 ◦ 11 ◦ 3037 3683
REVISTA NOVA ESCOLA – www.novaescola.org.br
FUNDAÇÃO VICTOR CIVITA – www.fvc.org.br
RESPOSTA:
Olá Marina, grande prazer te falar desse que foi um sonho maluco, e agora vem de fato e direto , com pompa e circunstância pra praça central da minha cidade.
O Projeto Livro Sem Fronteiras, é o resultado de muito trabalho e também de muita gente trabalhando, imagine que juntamos e comovemos, a iniciativa privada, o poder público, as pessoas comuns daqui e de longe, os amigos virtuais e esses juntaram os seus amigos, portanto, leia-se:
Concorrentes e parceiros, oposição e situação, simpáticos e antipáticos da idéia, e “amigos” virtuais que na maioria nunca nos vimos ou vamos nos ver, mas que ainda assim envolveram outros “amigos” também e anônimos.
Prepare-se pra conhecer, talvez a única iniciativa que vem agradando a gregos e troianos…
Eu comecei o projeto para testar o feed-back do meu material publicitário, redigi um vasto texto em fonte 8 e imprimi no verso do cardápio do meu Delivery, cardápio este cheio de propagandas e informações, portanto se alguém retorna-se, teria lido e confirmado que o material tinha surtido efeito,,, Bom, mas e os livros?
Se viessem daríamos um nobre destino a eles.
Marina, leram… E mandaram não só livros, mais com eles mensagens de incentivo e de encorajamento, e vi que ali havia uma grande e simpática ferramenta de mídia.
Joguei a mensagem no Orkut… Mais livros, mais incentivo, estava no caminho certo.
Já eram mais de trezentos livros quando conheci o LIVRO ERRANTE na internet, precisamente no Orkut, e o conceito foi tirado dali. Disponibilizaríamos o acervo em praças públicas, sem cadastro, sem funcionários ou paredes, nada que oprimisse os livros nem tampouco os leitores, claro com uma mensagem explicativa e o reclame do meu comércio.
Mas as doações não paravam e se tornou impraticável deixar 1.000 exemplares na rua ao sol e a chuva…Seria um abandono. Foi então que um grande e genial amigo se propôs a projetar um abrigo. Alguns dias depois me aparece o Germano com essa casa na árvore… Era muito mais que poderia imaginar e inclusive custear, por mais que eu arrebanhasse parceiros e cotizasse, não atingiria o montante necessário. Bom, também não dava mais pra recuar, contratei uma empresa de consultoria em elaboração e gestão de projetos a fim de dar formato e legitimidade para ser interessante a uma empresa patrocinar a obra e saí em busca de auxílio para as capas.
Aqui em minha cidade, poucas empresas se enquadravam no regime fiscal que se beneficiasse da Lei de Incentivo À Cultura, portanto, teria que ter muitos parceiros com pequenas contribuições, arregacei as mangas e caí em campo.
O acervo seria encapado em viril, capa e contra capa, e nessas colocaremos o apoio cultural dos parceiros que consorciariam os custos conosco, salvando a lombada para identificação do livro, autor, título e editora.
Nesse momento já tínhamos mais de 3.500 livros, muitos apoiadores e um projeto de estrutura bem organizado, com diversas oficinas inclusive já previstas, e mais, iríamos reunir vários projetos culturais isolados, que atrelados no Livro Sem Fronteiras iriam nos ajudar a postular o título de Valença: A Cidade da Leitura.
A Prefeitura assumiu o custo da obra, a Fundação André Arco Verde o apoio técnico e pedagógico, com as cadeiras de letras , filosofia , história e outras …. Outras entidades e o comércio colaboraram com o restante do custo, e agora em setembro ou outubro nossa primeira unidade, ( sim, pretendemos ter outras), estará pronta e funcionando.
Na unidade que se destina a ser um ponto de troca de livros serão depositados 800 exemplares em média e iremos repondo na medida em que forem sendo retirados, ( hoje já temos quase 5.000 livros, é o número que acreditamos ser o suficiente até que comecem a retornar, e proporcionar o rodízio…Ooutra unidade será montada quando atingir-mos mais 5.000) .
Uma forte campanha de conscientização será feita com filipetas e palestras nas escolas e nas ruas da nossa cidade, pelos próprios apoiadores.
As oficinas e demais atividades que acontecerão no entorno do jardim também terão o cunho de educar e incentivar a leitura, e serão supervisionadas pela Séc. de Cultura e pela FAA.
É cada um dando sua cota dentro do melhor que pode fazer pelo bem comum. Todos os envolvidos, cada um na sua área, do arquiteto ao consultor, do designer ao carteiro, todos com a mesma satisfação e determinação.
E convido vocês a fazerem parte disso, nos ajudando na divulgação, na captação de livros e/ ou recursos… Como pude te mostrar Marina, cada um entrou com o que podia. E volto a te perguntar, com o que pode entrar a Editora Abril e a Fundação Victor Civita?
É importante dizer que o fato de ter se interessado em responder o meu e-mail já foi um grande incentivo, uma grande honra pra nós.
Marina, seremos a Cidade da Leitura e te convido a vir conosco!
Acredito que tenha visto nosso blog, mas de qualquer maneira vou te deixar de novo o endereço, lá tem bastante informações que posso ter deixado passar e os vídeos do projeto arquitetônico e de uma apresentação que fiz na Câmara Municipal que também é bem esclarecedor, mas não se esqueça que esse seu novo amigo é cozinheiro e que o blog não é sua melhor obra de arte. ( http://fernandomoncao.blogspot.com e o celular 24-9959-1380 )
Mais uma vez muito obrigado pela atenção dispensada, e quero acreditar que seremos parceiros e venhamos a nos conhecer pessoalmente.
Forte abraço, Fernando Monção.
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