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Sobre
I – Apresentação do Projeto
A idéia do Livro Sem Fronteiras teve o seu início há algum tempo através do espaço reservado no cardápio do delivery “Rango do Compadre”. No tal espaço havia o pedido aos clientes que doassem seus livros para serem disponibilizados a população da cidade de Valença. Distribuído gratuitamente em toda a cidade, o cardápio tem a função de promover a empresa e seus seletos parceiros.
O sucesso do “Rango do Compadre” permitiu que aidéia tivesse muito boa aceitação, e foi iniciada uma pesquisa sobre projetos afins na internet. Logo se deparou com o “Livro Errante” da Sra. Regina Porto, de Recife-PE que divulga a idéia de se “esquecer” um livro em um local público, para que outras pessoas possam lê-lo e posteriormente “esquecer” em outro local.
Com o auxilio da comunidade virtual, as doações foram significativamente impulsionadas por doadores de todo o pais, surgindo assim, um acervo de mais de 3.000 exemplares, e continuam a chegar cada dia mais.
Daí surgiu a necessidade de se criar um espaço para abrigar as doações. Tal espaço precisava ser de livre acesso a população, e então se pensou na Biblioteca do Projeto Livro sem Fronteiras que tem a seguinte proposta: os livros serão dispostos em estantes cobertas e protegidos das intempéries, onde não deverá haver paredes, e/ou funcionários, ficando expostos e disponíveis para a população sem restrições e deverá ter grande atrativo visual.
II – Objetivos
· Viabilizar o acesso da população de Valença e demais visitantes aos diversos tipos de livros;
· Propiciar o contato do leitor com o mundo dos livros de forma livre e gratuita;
· Estimular a leitura;
· Fomentar a ampliação de novos parceiros;
· Ampliar as doações de livros;
· Tornar a Biblioteca do Projeto Livros Sem Fronteiras um ponto turístico-cultural;
· Replicar a Biblioteca para outras praças de Valença/RJ e para outros municípios do país.
III – Justificativa
Conforme afirma Leonardo Boff, cada um lê com os olhos que tem. E interpreta onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender o que alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo. Isto faz da leitura sempre uma releitura. [...] Sendo assim, fica evidente que cada leitor é co-autor.
A partir daí, podemos começar a refletir sobre o relacionamento leitor-texto. Já dissemos que ler é, acima de tudo, compreender. O único limite para a amplidão da leitura é a imaginação do leitor; é ele mesmo quem constrói as imagens acerca do que está lendo. Por isso ela se revela como uma atividade extremamente frutífera e prazerosa. Por meio dela, além de adquirirmos mais conhecimentos e cultura – o que nos fornece maior capacidade de diálogo e nos prepara melhor para atingir às necessidades de um mercado de trabalho exigente -, experimentamos novas experiências, ao conhecermos mais do mundo em que vivemos e também sobre nós mesmos, já que ela nos leva à reflexão.
Em um país onde as principais fontes de educação provêm de doses diárias de poderosos raios catódicos que instituem a filosofia do pensamento único e restringe a capacidade de raciocínio e os prazeres da introspecção, fazem-se mais do que necessário incentivar e pregar o poder libertador da leitura.
IV – Implantação do Projeto
Trata-se da Praça XV de Novembro (Jardim de Baixo), situada no Setor II do Conjunto Arquitetônico, Urbanístico e Paisagístico formado pela Praça XV de Novembro, Praça da Bandeira, Praça Padre Gomes Leal, Praça Balbina Fonseca, Rua Coronel Leite Pinto e adjacências no Centro da cidade de Valença. Ela é considerada como bem tutelado para proteção da ambiência pelo Inepac.
Uma generosa praça de autoria de dois discípulos de Haussmann, o Francês Auguste Françoise Marie Glaziou, que fora convidado pelo imperador D. Pedro II para coordenar a Diretoria de Parques e Jardins da Casa Imperial. Adotou com maestria o emprego de plantas nativas em seu paisagismo, uma opção extremamente pertinente e influenciadora para a época, resultando em uma paisagem de beleza ímpar e convidativa a contemplação e percepção do espaço.
Ao entrar na Praça pelo portão principal no sentido Noroeste-Sul, o visitante se depara com uma árvore quase solitária, podada e deficiente de galhos, sobre uma leve elevação de pouco mais de oitenta centímetros ao lado do lago que se encontra hoje vazio.
Foi exatamente esta árvore que atraiu a atenção para a implantação do projeto, não só pelo seu estado, mas por sua localização estratégica ao centro da praça, o que permitiria uma visualização imediata do equipamento.
De maneira que não venha a interferir ou agredir este extraordinário patrimônio de projeto urbanístico, esta iniciativa sui gêneris da Biblioteca Livro Sem Fronteiras, visa materializar a liberdade cultural, compondo e não agredindo a Biblioteca com o Parque. Há de se reservar um espaço exclusivo para se esclarecer a história do conjunto urbano e paisagístico dentro do equipamento.
V – O Projeto Arquitetônico
Buscou-se empregar uma metodologia projetual que se apresentasse de maneira sutil, mas condizente com a proposta e a contemplatividade do jardim. A natureza ditou e sempre esteve presente desde o começo com a exigência do emprego do material com prerrogativas sócio-ambientais, sendo restrito o uso de madeira manejada de reflorestamento e certificada e com selo verde FSC, até idealização da morfologia espiralada do projeto.
Trata-se de uma forma orgânica e simples, onde a rampa com inclinação de 10% começa a sudoeste no setor de cota mais baixa e segue descrevendo uma espiral em direção à árvore para se encontrar com a biblioteca e os livros.
A biblioteca abraça a árvore como uma orgulhosa filha abraça a mãe num diálogo simbiótico entre cultura e natureza tendo suas folhas de celulose numa reciprocidade de adoração em busca de novos frutos.
O usuário-leitor desfrutará de uma exuberante vista convidativa a contemplação quando ali se encontrar, poderá usufruir tanto do piso térreo quanto da cobertura que será conectada verticalmente por meio de uma bela escada tipo Santos Dumont. A mesma cobertura também poderá ser usada para apresentações ou como mirante com sua majestosa vista para o jardim de Glaziou. Não haverá contato direto entre a estrutura e a árvore, a mesma fica ilesa enquanto ali estiver o equipamento, pois sua estrutura se dará em torno da planta.
VI – Metodologia
O espaço abrigará obras diversas e de estilo eclético, desde livros técnicos a romances clássicos. Os livros estarão dispostos em estantes cobertas e protegidos das intempéries, onde não deverá haver paredes e/ou funcionários. Ficarão expostos e disponíveis para a população sem restrições e deverá ter grande atrativo visual. O espaço incentivará manifestações culturais, onde artistas/cidadãos poderão se expressar culturalmente.
As Oficinas de Animação Cultural será promovida no espaço próximo a Biblioteca – A oficina envolve esquetes teatrais com contação de histórias focando na cultura regional, teatro de fantoches, brincadeiras populares e oficina de maquiagem artística.
Proposta Metodológica:
Esse trabalho tem como finalidade trabalhar com a narração e a contação de histórias visando estimular a capacidade expressiva, comunicativa e produtiva das crianças. Essas oficinas propõem uma imersão na literatura oral (causos, contos, lendas, fábulas). Serão trabalhados jogos, ciranda, músicas e técnicas teatrais para contar contos através da manipulação de livros, bonecos e objetos que serão utilizados de forma humorística, poética e irônica, despertando o gosto dos participantes pela leitura, provocando o imaginário da criança, enriquecendo-o através de textos instigantes da cultura popular.
VII – Abrangência
O Projeto Piloto será na Praça XV de Novembro (Jardim de Baixo), visando se estender para todas as praças do Município de Valença e posteriormente replicar a todos os municípios e localidades do Brasil.
VIII – Acessibilidade
A rampa da biblioteca será projetada para o acesso a cadeirantes. Serão disponibilizados livros em braile, para que os portadores de necessidades visuais possam ter acesso ao projeto.
IX – Informações e Contato
Fernando Monção
(24) 2453-2323 (após as 18:00hs)
(24) 9959-1380
fernando.s.moncao@gmail.com
Juliana Pires
(24) 9843-7676
juliana.livrosemfronteiras@gmail.com
X – Créditos
Idealizador do Projeto – Fernando Monção / Rango do Compadre
Projeto Arquitetônico – Germano Brito / Brito Arquitetura e Paisagismo
Elaboração do Projeto – Criativa Desenvolvimento e Gestão Social
Projeto de Identidade Visual – Alexandre Gemellaro/ Gemellaro Designer
Assista o vídeo em 3D do projeto arquitetônico no YouTube:
Projeto livro sem Fronteiras:
http://www.youtube.com/watch?v=JMKYGl52VRs
O agitador cultural Fernando Monção reservara há algum tempo um valioso espaço no cardápio de seu delivery “Rango do Compadre” solicitando a seus clientes e parceiros midiáticos, a doação de livros para serem disponibilizados à sedenta população da cidade de Valença-RJ.
Distribuído gratuitamente em toda a cidade, o cardápio tem a função de promover a empresa e seus seletos parceiros.
O sucesso do “Rango do Compadre” permitiu que a idéia tivesse muito boa aceitação, levando o entusiasmado Fernando a pesquisar sobre projetos paralelos na internet. Logo se deparou com o “ Livro Errante” da Sra. Regina Porto, de Recife-PE que divulga a idéia de se “esquecer” um livro em um local público, para que outras pessoas possam lê-lo e posteriormente “esquecer” em outrolocal.
Com o auxilio da comunidade virtual, as doações foram significativamente impulsionadas por doadores de todo o pais, surgindo assim, um acervo de mais de 4.000 exemplares que continuam a chegar incessantemente.
Comentando a empreitada em uma conversa informal e ao sabor de um café da serra com o recém-formado em Arquitetura e Urbanismo Germano Brito, surgiu uma conjunção de idéias que fez com o que já havia função, tomasse definitivamente uma forma. E assim, a partir de uma idéia despretensiosa, temos a proposta de um projeto sonhador.
A IDÉIA:
Sob este sol vigoroso do alto da serra fluminense, brota uma idéia, uma vontade, um desejo altruísta de compartilhar um bem inesurpável que tende a ser o mais saudável dos vícios. Inserir a população em uma nova era de esclarecimento e fomentar ramificações duradouras que caracterizem em um futuro breve a cidade de Valença em um pólo emanador de cultura na região.
Sem sombra de dúvida que a iniciativa despertou a sensibilidade dos entusiastas da cultura que se envolveram incondicional e solidariamente com o projeto. Pessoas dispostas a doar o que dispõem em mãos para a materialização de uma utopia. Que compartilham o mesmo senso de que a cultura deve ser democratizada e incentivada. Cientes de que a educação de qualidade em nosso país é cara e restrita, e que marginaliza a maioria dos cidadãos brasileiros.
Num país onde as principais fontes de educação provêm de doses diárias de poderosos raios catódicos que instituem a filosofia do pensamento único e restringe a capacidade de raciocínio e os prazeres da introspecção, fazem-se mais do que necessário incentivar e pregar o poder libertador da leitura.
A onipotência da liberdade fruto do poder avassalador da verdade não respeita fronteiras do mundo físico nem tampouco do mundo mental. Transita fluida entre a lucidez onírica e a inebriante consciência, revelando um universo de realidades palpáveis e rompendo com axiomas utópicos.
Cultura é Liberdade, é a devoção do futuro que convidará os comensais a saírem da Caverna de Platão.
Só há um pecado: Ser Tolo!”
Oscar Wilde
Que se arrombem as fronteiras!
A PROPOSTA DO PROJETO:
O Projeto é uma idealização da iniciativa privada com apoio do Poder Público Municipal.
O Poder Público Municipal se encarregaria de ceder o local, iluminação noturna, segurança e principalmente a divulgação do projeto através das Secretarias de Cultura, Educação e de Turismo.
As empresas do município poderão se integrar como patrocinadoras, para cobrir custos como o de viabilização e instalação do equipamento, custos de envio de livros doados de outros municípios e na confecção de capas protetor/identificadoras dos exemplares. Além da divulgação publicitária nas encadernações, haverá espaço para marketing entorno do equipamento e em filipetas explicativas do projeto.
O espaço abrigará obras diversas e de estilo eclético, desde livros técnicos a romances clássicos. Estes, serão dispostos em estantes cobertas e protegidos das intempéries, onde não deverá haver paredes, e/ou funcionários, ficarão expostos e disponíveis para a população sem restrições e deverá ter grande atrativo visual. Serão encapados com material adesivo e diagramados pelo designer Alexandre Gemellaro, com objetivo de protegê-los, identificar sua origem do projeto, os direitos autorais, e ainda reservar um espaço de divulgação para os parceiros que apóiam a idéia.
O espaço deve ainda, permitir manifestações culturais, onde artistas/cidadãos poderão se expressar culturalmente, declamando poesias, contando histórias, pintando, apresentando uma peça, enfim, fazendo uso do espaço cívico de maneira civilizada.
O LOCAL:
Trata-se da Praça XV de Novembro (Jardim de Baixo), situada no Setor II do Conjunto Arquitetônico, Urbanístico e Paisagístico formado pela Praça XV de Novembro, Praça da Bandeira, Praça Padre Gomes Leal, Praça Balbina Fonseca, rua Coronel Leite Pinto e adjacências no centro da cidade. Considerada como bem tutelado para proteção da ambiência pelo Inepac.
Uma generosa praça de autoria de dos discípulos de Haussmann, o Francês Auguste Françoise Marie Glaziou, que fora convidado pelo imperador D. Pedro II para coordenar a Diretoria de Parques e Jardins da Casa Imperial. Adotou com maestria o emprego de plantas nativas em seu paisagismo, uma opção extremamente pertinente e influenciadora para a época, resultando em uma paisagem de beleza ímpar e convidativa a contemplação e percepção do espaço.
Ao adentrar na Praça pelo portão principal no sentido Noroeste-Sul, o visitante se depara com uma árvore quase solitária, podada e deficiente de galhos, sobre uma leve elevação de pouco mais de oitenta centímetros ao lado do lago que se encontra hoje vazio. Foi exatamente esta árvore que atraiu a atenção para a implantação do projeto, não só pelo seu estado, mas por sua localização estratégica ao centro da praça, o que permitiria uma visualização imediata do equipamento.
O PROJETO
Selecionado o local e com uma idéia inquietante em mente, o projeto veio à luz em meio ao aroma da vegetação atlântica. Por se tratar de um sítio tombado, a instalação deveria ser intencionalmente efêmera, mas não poderia perder sua essência desejosa de resultados avassaladores e vitalícios.
Ciente de sua pequenez diante da história, o projeto pede humildemente a Glaziou, a licença arquitetônica para estabelecer ali, uma tentativa pretensiosamente prodigiosa. De maneira que não venha a interferir ou agredir este extraordinário patrimônio de projeto urbanístico, esta iniciativa sui gêneris da Biblioteca Livro Sem Fronteiras, visa deliberada e exclusivamente, materializar o sonho da liberdade cultural e ser uma centelha da chama do intelecto popular. Sem que para isso venha a destoar agressivamente do entorno e do contexto. Há de se reservar um espaço exclusivo para se esclarecer a história do conjunto urbano e
paisagístico dentro do equipamento.
O projeto carrega consigo a ideologia e a concepção filosófica de que a arquitetura enquanto arte pressupõe que carrega em sou bojo um conteúdo, e quando esse carece de ser conhecido como neste caso, ela deve ser alvo de apreciação para que conseqüentemente desperte interesse por tão preciosa semente.
Buscou-se empregar uma metodologia projetual que se apresentasse de maneira sutil mas condizente com a proposta.A natureza ditou e sempre esteve presente desde o começo com a exigência do emprego do material com prerrogativas sócio-ambientais, sendo restrito o uso de madeira manejada de reflorestamento e certificada e com selo verde FSC, até idealização da morfologia espiralada do projeto.
Trata-se de uma forma orgânica e simples, onde a rampa com inclinação de 10% começa a sudoeste no setor de cota mais baixa e segue descrevendo uma espiral em direção à árvore para se encontrar com a biblioteca e os livros.
A biblioteca abraça a árvore como uma orgulhosa filha abraça a mãe num diálogo simbiótico entre cultura e natureza tendo suas folhas de celulose numa reciprocidade de adoração em busca de novos frutos.
O usuário-leitor desfrutará de uma exuberante vista convidativa a contemplação quando ali se encontrar, poderá usufruir tanto dos 37m² do piso térreo quanto dos 25m² da cobertura que ser conectada verticalmente por meio de uma bela escada tipo Santos Dumont. A mesma cobertura também poderá ser usada para apresentações ou como mirante com sua majestosa vista para o jardim de Glaziou. Não haverá contato direto entre a estrutura e a árvore, a mesma fica ilesa enquanto ali estiver o equipamento pois sua estrutura se dará em torno da planta.
A cultura é flor, folhas e fruto da evolução natural do intelecto humano resulta em ramificação nas entranhas da mente e se enraíza na personalidade. Germina biosferas onde antes só havia aridez mental. É raiz e tronco estruturante da alma. Os ventos da primavera hão de soprar e carregar o pólen que semeará flores sedentas por conteúdo. Gerarão frutos mais humanos e sabedores de suas condições de sociabilidade. Reconhecerão suas cidadanias e a importância do ser perante a vida e terão consciência de sua insignificância perante o universo.
Germano Brito




